Caprichos, disparates, tauromaquia e desastres
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O Berro - o nome desse desenho me inspirei no filme O Grande Chefe, de Lars Von Trier. Aliás, talvez o filme dele que eu mais gostei. Talvez. 
Duas tiras para o jornal Cândido, de Curitiba 01 
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Esse cara me lembra alguém 
Escrito por Benett às 15h48
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There are more things
Enfim, algo... 
Atualizei o Salmonelas Atualizei também o Charges E meu Twitter também. 01 
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devia atualizar isso mais vezes mas, sei lá... ando muito folgado ultimamente... 
Escrito por Benett às 15h29
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drawings
woody allen kid 
jackson pollock 
Sabe, sempre quis comprar uma Veraneio, aquele carrão que nos anos 80 cantava pneus pelas ruas esburacadas do país. Não é que o achava simpático, mas ele remetia à minha infância, época trash do Brasil em que os carros eram, como diria um certo narigudo que injetava cocaína no ânus, "carroças". Não sei se eram ou não carroças, mas a Veraneio parecia ser um carro resistente, com motores fumegantes e forte cheiro de diesel. Isso bate forte em que um dia já brincou de carrinho na infância. Mudei de ideia por dois motivos: um, eu não conseguiria estacioná-lo e, dois: estaria correndo o risco de comprar um carro que pertenceu à polícia. Especialmente a Rota ou similares locais. Enfim, eu estaria comprando um carro com sombras de cadáveres pelo seu assoalho. Com marcas de sangue em seus assentos. Com histórias macabras impressas sobre seu próprio chassi. Também imaginei que poderia comprar uma Veraneio que um dia foi uma ambulância. Ou ainda, podia comprar um ex-carro funerário. Se fosse para refilmar Christine, o Carro Assassino, eu o faria como uma Veraneio da ROTA que, possuída pelos fantasmas de vítimas que morreram em seu interior, resolve sair à caça de seus matadores hoje velhos aposentados mastigadores de dentaduras. Ou ainda, filmaria uma Veraneio que, possuída pelo desejo de vingança de suas vítimas, constrói uma máquina do tempo e volta ao passado à caça de Tobias Aguiar. Quando o encontra, atropela-o várias vezes em frente a sua própria família. Depois, leva o cadáver para o IML e registra o B.O.: "Bandido reage com tiros à abordagem e é baleado em tiroteio. Morreu em virtude dos ferimentos, à caminho do hospital". Perguntem ao Caco Barcellos se ele gostaria de ter uma Veraneio. Aliás, depois de ler seu livro Rota 66 (eu devia ter lido isso há 10 anos!!!) fico pensando... onde estão aqueles velhos matadores da ROTA dos anos 70 e 80? Os que não se tornaram secretários de segurança em algum município do interior de SP ou deputado estadual, provavelmente se aposentaram, vivem na pracinha jogando damas com outros velhinhos. "Tá vendo aquele vovô comprando sorvete com a netinha? Então, matou mais de 30 pessoas com tiros na nuca". Brrrr... sinistro. raramente faço desenhos coloridos a mão. por dois motivos: 1) tenho alergia a tinta e 2) não sei colorir à mão. 
Escrito por Benett às 16h56
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Deisy 5 Pila
benett K 
it's evolution, baby 
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eu já tinha ouvido falar que a memória dos peixes não era grande coisa... *** velha pitando seu baseado matinal - eu gostaria de ser pintor só para poder dar nomes aos quadros... 
Escrito por Benett às 10h35
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Tiras de 2012
Não parece, mas produzi tiras novas este ano... três!!! Eu ainda gosto de produzir esse tipo de tiras, que são seriadas, contam uma história e tal. Por exemplo, no dia 31/12 escrevi 12 tiras para essa série abaixo. Só consegui desenhar três até agora. Ah, sim: blog Salmonelas atualizado! 01 
não acho um desenho legal para colocar aqui. vamos tentar esses peixes... 
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Escrito por Benett às 10h58
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Benett Nao Mora Mais Aqui
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Tenho me divertido desenhando, o que é uma coisa rara. Acho que é simplesmente porque... na verdade não sei por quê. 

Quando a Cheetah (aquela do Tarzan, lembram?) morreu, pensei numa charge com a sua alma, com auréola e asinhas de anjo, indo para o Céu dos macacos, e mostrando King Kong como o Deus dos macacos. Será que algum jornal, fora os informativos de zoólogicos iriam publicar? *** Depois de deletar Orkut e Facebook, deletei o Google+ e espero ficar mais longe um pouco da internet. No futuro, pretendo comprar uma máquina de datilografia e, quem sabe uma escarradeira usada. Meu futuro está em 1947.
Escrito por Benett às 10h41
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Sketchbook
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desenho para coluna do Cristóvão Tezza. usei como base o esboço do post anterior 
Escrito por Benett às 05h43
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Hola, 2012. Adios 2011
As últimas tiras de 2011 o1 
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2011 você foi realmente sem graça, vai embora. Ninguém vai sentir sua falta. Happy 2012! 
Escrito por Benett às 17h32
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Vivendo No Limite
Desenhei, de memória, Paul Vario. Lembram quem é Paul Vario? Ah, velhas referências... 
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Um texto que comecei a escrever na noite de Natal e que provavelmente jamais terminarei Elas eram duas crianças desesperadas por atenção, humanidade e afeto. As vezes falavam ao mesmo tempo, as vezes falavam sozinhas, mas a maior parte do tempo permaneciam apenas pensativas, com o olhar perdido ou observando tudo atentamente. As vezes, quando uma falava, a outra se calava ansiando um instante oportuno de silêncio para retomar a conversa e roubar o interlocutor da outra. Normalmente a conversa com elas se dava ao mesmo tempo, mas sobre dois assuntos diferentes. Elas competiam por migalhas de atenção e em poucos minutos desencadeavam entre si uma silenciosa batalha de olhares angustiados e diálogos rancorosos, de poucas frases, mágoas e recriminação. Não se suportavam mas precisavam uma da outra. No inferno silencioso da solidão em que viviam – uma solidão tão densa que quase podia ser tocada- elas tinham apenas uma a outra. Eram duas crianças tristemente carentes. Uma de 74 anos de idade e outra 60. Eram mãe e filha. 02 
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Happy New Year!
Escrito por Benett às 11h44
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Depois de horas
Talvez o último post antes do Natal. Por isso, segue uma lista de sugestões de presentes que vocês queridos leitores poderiam me dar: Livro: Sangue Errante, de James Ellroy. É, a lista tem só um item.
Entrevista para uma publicação de Curitiba. Não sei como ficou, se saiu em forma de perguntas e respostas mesmo ou em forma de texto. Publico aqui alguns trechos do texto que é como o sistema: bruto. Se ainda assim você quiser, poderá ler a matéria na revista Top View Curitiba. Espera aí. Antes, um lindo desenho de Peter Arno.

REVISTA: como o desenho se transformou em profissão? BENETT: Bem, basicamente quando começaram a me pagar por eles. Meus primeiros desenhos eram vendidos por uma miséria, tipo a grana para eu comprar um sanduíche e um refrigerante. E acredite em mim, comprar um sanduíche com dinheiro ganho da venda de uma charge era tão bom quanto um orgasmo. Mesmo porque meus orgasmos, quando conseguia algum de maneira não-solitária, não eram lá grande coisa. Eu também trocava desenhos por alguma coisa da qual eu precisava. Por exemplo, lembro de vender um desenho por 20 reais em 1992 ou 93 porque precisava comprar o Nevermind, álbum do Nirvana, recém-lançado em CD naquele ano. E fiquei feliz por ter conseguido. Ou por causa da sensação “rá, otários, ainda me pagam por essa porcaria”. Tenho o CD até hoje. Eram tempos duros, eu tinha um amigo que trocava desenhos por cigarro ou pelo nanquim que iria usar. Levávamos uma vida árdua naqueles dias. R: qual a sua maior ambição profissional? B: Não quero que meu trabalho se torne chato, para mim ou para os leitores. R: e pessoal? B: Comprar uma clepsidra. R: que tipo de música mais gosta? Ouve quando está trabalhando? B: Gosto muito de soul music e algumas coisas dos anos 90. Hoje, por exemplo, estava ouvindo Sebadoh e Pavement. Ontem, Delfonics. James Brown é talvez meu maior ídolo na música. Gosto mais dele do que das musicas, mas isso acontecia também quando ouvia jazz. Billie Holyday, Charlie Parker, Charlie Christian, Leadbelly...eu me fascinava mais pela vida deles do que suas músicas. R: você hoje trabalha em casa. Isso foi uma opção pessoal? Quais as vantagens? B: Trabalhei 10 anos na redação do jornal. Mas não tinha meu próprio estúdio. Agora tenho e isso dá uma diferença enorme, o isolamento é essencial para o desenhista. Você perguntou sobre música, mas hoje em dia estou gostando mais de desenhar em silêncio. Eu conseguiria, se não fosse o cachorro da vizinha. Trabalhar em casa te livra da convivência com as pessoas, o que é fundamental. Manter-se afastado da humanidade faz bem para meu organismo. Pessoas em excesso fazem mal à saúde. R: como você se auto-definiria (ou desenharia)? B: (Te mando o desenho...) R: qual a sua charge preferida entre todas que já fez? B: Te mando as prediletas. Mais um Peter Arno. 
Escrito por Benett às 10h41
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Life goes on... bra!
Postei um monte, mas um monte, um monte mesmo, de charges e ideias para charges que não foram publicadas - sequer saíram dos rabiscos- no meu outro blog, o de...claro, charges. É este daqui ó: http://chargesbenett.wordpress.com/ O lindo desenho de Chen Jian Hong 
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Uma tira, para não perder o hábito 
Uma tira muito velha que achei nos meus arquivos, de um desenhista chamado... Cornelius?!

Escrito por Benett às 18h54
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Good Morning, good mooorning...
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É com um certo embaraço que devo contar a todos que... agora sou um desses caras que frequenta academias de musculação. Somente para fortalecer minha coluna. Fazer o que, é isso ou ir para a faca #herniadediscoFDP TOP 5 dos meus livros de quadrinhos prediletos Maus - Art Spiegelman Se algum livro de história em quadrinhos alcançou a densidade de um grande livro de literatura, é este de Art Spiegelman. Nunca vi personagens tão humanos, vulneráveis e contraditórios quanto na obra de Spiegelman. Tudo o que o Frank Miller sempre tentou fazer mas não conseguiu. Além do fato de o desenho de Art ser igualmente perturbador a ponto de nos transportar para a temível Europa dos anos 40 do século passado. Como Uma Luva de Veludo Moldada em Ferro - Daniel Clowes O livro que me fez voltar a ler quadrinhos. Eu vinha de uma década de desencanto com o gênero, os anos 90. Mas Daniel Clowes escreveu um livro denso e instigante, com um desenho tão original que fez até mesmo Robert Crumb se tornar seu admirador. Eu gostaria de ver esse livro transformado em filme pelo David Lynch. Nova York - A vida na cidade grande - Will Eisner Obra-prima de toneladas de páginas, histórias tocantes e desenho encantador. Todo desenhista que se preze deve ter um exemplar desses em sua prateleira. Até pouco tempo eu tinha dois! The Huge Book of Hell - Matt Groening Não entendo por que a série Life in Hell, do cartunista criador dos Simpsons, nunca foi lançado em livro no Brasil. Se não me engano, essas tiras só foram publicadas por pouco tempo na Folha, ainda no início dos anos 90. Esse livro não deve figurar na lista de nenhuma outra pessoa, mas porque acho uma obra realmente especial e inspiradora. O # 5 eu deixo para vocês me darem sugestões pela caixa de comentários. O que pode ser? Kiki, de Catel & Boucquet? Mutarelli? Cyril Pedrosa?
Escrito por Benett às 07h50
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Hoje
meu e-mail do UOL está temporariamente bloqueado. Se quiserem falar comigo, é por aqui: albertobenett@yahoo.com.br Tira de hoje 
eu estou Aqui: SALMONELAS e CHARGES. Por enquanto... Tira de ontonte 01 
Ontem revi Metrópolis, de Fritz Lang. Acho que ali começou o cinema para caras como Kubrick e Hitchcock. E George Lucas, principalmente. Nada me tira da cabeça de o C3P-0 é uma homenagem à mulher-robô de Lang. E o Vader, de Darth Vader, é um trocadilho com Vater, "pai" em alemão. Minha memória é tão maravilhosamente ruim que me sinto como um garoto de 14 anos vendo o filme pela primeira vez. Por falar em primeira vez, vocês sabem qual a diferença entre a vagina e o sushí? O arroz. (A partir de agora sempre usarei uma piada para sinalizar que vou mudar de assunto, ok?) Ando com saudades de mim. Dois muffins estavam sendo levados ao forno numa travessa quando um deles gritou "Meu Deus, vamos morrer". E o outro "Meu Deus, um muffin que fala!!!". Acho que vou mudar de assunto o tempo todo apenas para ficar falando essas piadinhas infames. Uma tira nova velha. 
Escrito por Benett às 23h36
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O Pior Cara do Mundo
XXX 
Este é o Punkada, personagem infantil -depois ele cresceu, virou teenager e agora é um adolescente ultrapassado- criado em 2003 para a Gazeta do Povo. 01 
Duas tiras de uma nova série chamada Náusea. Na real, ideias para charges não aproveitadas que viraram tiras. 01 
Ahn... daqui a pouco eu volto para falar sobre "o pior cara do mundo". Preciso urgentemente almoçar.
Escrito por Benett às 12h53
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UFA!
Los Teros <<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<< Não sou um notório bebedor de álcool, como os velhos cartunistas dos anos 60 e 70, mas não posso dizer que tenho um fígado completamente imaculado. Se a fama de boêmios dos cartunistas dependesse de mim, acho que eu jogaria toda a reputação mais ou menos no mesmo patamar das ferrenhas damas da Liga das Senhoras Católicas. Porém... sou um bom tomador de vinhos. Não entendo nada, antes que me acusem de enochato. Só gosto apenas de tomar uma marca, que custa 12 reais no mercado e tem um nome que eu seria capaz de colocar numa gangue, se eu tivesse uma gangue: Los Teros. Por que vinho? Cerveja ou chope não desce mais do que duas e, honestamente, bebo apenas para me tornar uma pessoa sociável. Vodka, uísque ou qualquer coisa destilada me lembra dos porres da juventude e só isso parece fazer minha cabeça explodir. Por isso, acabei escolhendo vinho. Mas não se deixem enganar por esse texto pretensamente etílico: minha bebida predileta continua sendo o toddynho.
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Crumb Até mesmo Robert Crumb tem desenhos vetados. Esta é uma capa que ele fez para a New Yorker e que... os editores não gostaram. Dá para acreditar? 
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> A tira abaixo foi desenhada pelo Thiago W.D.R. por ocasião de uma oficina de charges e tiras em quadrinhos que rolou há exatamente uma semana. Aquele cara do primeiro quadrinho sou eu. O do segundo quadrinho é um bibliotecário estilo Harvey Pekar que conhecemos. 
Odeio aparecer em fotos... Odeio o Frank Miller... Odeio o Smilingüido... Odeio políticos da oposição... Odeio políticos da situação... Odeio nabo... 
Escrito por Benett às 13h44
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